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Bizarro
27/07/2021

A família aluga casa e acha proprietária desaparecida enterrada no jardim

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Foto: ARQUIVO PESSOAL

Foto recente da área do jardim em que ossada de Luzia foi encontrada em janeiro de 2021

A família escolheu o imóvel por ser aconchegante e espaçoso e ter um aluguel mais barato do que outros do bairro.

 

Antes de se mudar, eles souberam que a dona da casa, que já tinha morado ali, estava sumida desde agosto de 2013. A família estranhou, mas não desistiu de alugar a residência.

 

Luzia*, a proprietária, desapareceu aos 62 anos. A polícia investigou, mas não tinha conseguido até então esclarecer o caso.

 

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Nos primeiros meses, os filhos do casal faziam piada dizendo que a dona do imóvel estava enterrada ali. "Era brincadeira de molecada, sabe?", diz Roberto.

 

Em janeiro deste ano, a família descobriu que era verdade. Roberto e o filho mais velho mexiam no jardim quando viram um tecido enterrado. Cavaram ali e encontraram a ossada de Luzia.

 

A descoberta apavorou a família e levou à reabertura da investigação do desaparecimento da proprietária.

 

Há cinco anos, Fátima e Roberto decidiram se mudar com os filhos para Ubatuba. Depois de morarem em um apartamento e uma casa, eles foram em busca de um imóvel mais espaçoso.

 

O casal visitou a casa de Luzia e foi informado do sumiço dela. "Achei estranho e não gostei muito. Mas a corretora insistia muito, porque acho que ninguém queria morar ali", comenta Fátima.

 

"A princípio, a gente até pensou que ela estivesse viva em algum lugar e perdida", relembra Roberto.

 

O casal concluiu que a residência de Luzia era a melhor opção, porque "casava com as necessidades" da família.

 

Ilustração mostra família: pai, mãe, filho e filha

 

Mesmo ciente do desaparecimento da dona da casa, família decidiu alugar imóvel em Ubatuba

 

O responsável pela casa é um irmão da mulher desaparecida. Ele assumiu o imóvel, que ficou abandonado após o sumiço de Luzia.

 

O aluguel da propriedade estava a cargo de uma imobiliária, e, antes de Fátima e Roberto, outra família já tinha vivido ali.

 

Nas primeiras semanas na nova casa, a Fátima e sua família souberam um pouco mais sobre a antiga proprietária.

 

"Muitos conhecidos perguntaram se tínhamos notícias dela. Quando a gente explicava que não a conhecia, eles começavam a contar coisas sobre a Luzia", diz Fátima.

 

"Falaram que ela gostava muito de animais e tinha gatos, que era solitária, tinha depressão e tomava remédios", relembra Fátima. Com o passar dos meses, os comentários dos vizinhos diminuíram.

 

Os novos moradores foram se convencendo de que tinham feito uma boa escolha. "Não é uma construção nova, mas é muito espaçosa, e a localização é boa", diz Fátima.

 

Mas duas coisas incomodavam: a sombra em alguns cômodos e o excesso de umidade no corredor. Roberto explica que o motivo disso eram as plantas do jardim, que estavam ali muito antes da chegada da família. "Eram altas, subiam até o telhado", diz ele.

 

"Às vezes, eu tentava puxar ou cortar, mas não dava muito certo", comenta Fátima.

 

O jardim tem cerca de 45 centímetros de largura e fica em uma área estreita, ao lado do muro, no corredor lateral da casa.

 

O trecho final do jardim, no fundo do terreno, tinha uma particularidade: em pouco mais de um metro de comprimento, havia alguns lírio da paz e tijolos para separar a área das plantas da parte cimentada do corredor.

 

Após mais de dois anos na casa, Roberto e o filho mais velho retiraram todas as plantas. Em seguida, limparam o local e encomendaram grama para colocar em toda a extensão.

 

"A princípio, a gente não queriamexer no jardim porque a casa não é nossa, e as plantas até eram bonitas. Mas decidimos fazer isso porque nosso cachorrinho ficava rolando na terra do jardim e entrava em casa cheirando muito mal. Além disso, a gente ficava incomodado porque ali reunia bastante caramujo", diz Fátima.

 

Na tarde de 13 de janeiro deste ano, Roberto e o primogênito preparavam o solo para a grama quando viram um pedaço de tecido saindo da terra, na parte final do jardim, onde haviam acabado de retirar os lírios da paz.

 

Ossada humana no jardim

 

A princípio, pai e filho pensaram que pudesse ser um pedaço de pano deixado no local anos atrás. "Mas puxei e vi que era algo pesado", relembra Roberto.

 

Os dois começaram a retirar a terra com uma enxada. Logo notaram que era maior do que o esperado. "Sabe quando dá aquele frio na espinha? Olhei pro meu filho e falei: 'será que enterraram algum animal aqui?'", diz Roberto.

 

Quando terminaram de cavar, viram um edredom enterrado. "Peguei uma ponta, e meu filho, outra. Estava bem pesado. A gente tirou do buraco, e quando abri, saiu toda a ossada", conta Roberto.

 

"Na hora, falei: achamos a dona da casa. Fiquei sem reação. Foi horrível, você não quer acreditar que aquilo tá acontecendo contigo. Parece que o tempo congela. Passa um milhão de coisas na cabeça. Perde o chão", diz Roberto.

 

Foto mostra área de jardim com uma flor

Foto recente da área do jardim em que ossada de Luzia

foi encontrada em janeiro de 2021

 

"Parecia um filme. Fiquei em choque", diz o filho mais velho do casal.

 

Fátima, que chegava do trabalho no momento, lembra: "Fiquei pensando: o que será que aconteceu aqui? Será que cortaram ela dentro de casa? Não sei o que aconteceu aqui dentro, e vivemos em um lugar desses".

 

A polícia foi chamada. Uma representante da imobiliária foi ao local e comunicou parentes de Luzia do fato. A notícia se espalhou.

 

Um item junto à ossada apontava se tratar de Luzia: uma prótese metálica para a coluna — que a idosa usava desde que passou por uma cirurgia, segundo uma amiga dela.

 

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Depois, uma análise da arcada dentária confirmou que era realmente a antiga dona da casa.

 

Fonte: BBC Brasil

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