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04/08/2021

Corredora de Belarus aceita asilo humanitário: 'Deixaram claro que eu sofreria punição em casa'

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Foto: Divulgação

Velocista da prova de 200m rasos, Krystsina Tsimanouskaya foi retirada das Olimpíadas após críticas e acusa sua própria comissão técnica de forçá-la a retornar para Belarus

A corredora de Belarus Krystsina Tsimanouskaya, que recorreu à polícia e acusou sua própria comissão técnica de forçá-la a ir embora de Tóquio após ter realizado críticas aos seus treinadores, aceitou o asilo humanitário e seguiu para a Polônia.

 

As informações foram divulgadas pela Reuters. Segundo a reportagem, a velocista da prova de 200m rasos desembarcou na Polônia nesta terça-feira, horário de Brasília, já quarta-feira, no Japão.

 

- Deixaram claro que, quando eu chegasse em casa, eu certamente sofreria alguma forma de punição. Tinha também leves indícios de que mais me aguardaria. Eu gostaria muito de continuar minha carreira no esporte porque só tenho 24 anos e tinha planos para mais duas Olimpíadas, no mínimo. Por enquanto, a única coisa que me preocupa é minha segurança - declarou a atleta em entrevista à AP.

 

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A atleta tinha sido acolhida no consulado polonês e aguardava enquanto as autoridades decidiam como tratar o seu caso - deixou a situação bem encaminhada com as autoridades polacas.

 

O asilo humanitário acontece após o ministro de relações exteriores da Polônia, Pawel Jablonski, reiterar os entendimentos e afirmar que ela estará em Varsóvia nos próximos dias.

 

- Emitimos um visto humanitário e posso confirmar que prestaremos todo o apoio necessário na Polónia se ela desejar utilizá-lo.

 

A União Europeia também saudou a decisão da Polônia e disse que a tentativa de retorno forçado a Belarus era mais uma prova de "repressão brutal" pelo Presidente bielorrusso Alexander Lukashenko.

 

- Expressamos a nossa total solidariedade a Krystsina Tsimanouskaya e elogiamos os Estados membros (da UE) que ofereceram o seu apoio", disse a porta-voz da UE, Nabila Massrali.

 

Marido da corredora, Arseni Zhdanevich irá juntar-se a ela na Polônia:

 

- Graças ao apoio da Fundação de Solidariedade dos Atletas da Bielorrússia, o marido (de Tsimanouskaya) está em Kiev e irá juntar-se a Krystsina - disse Pavel Latushko, político bielorrusso de oposição ao governo, à Reuters.

 

Krystsina Tsimanouskay, de Belarus, é vista entrando no prédio da embaixada da Polônia em Tóquio — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Krystsina Tsimanouskay, de Belarus, é vista entrando no prédio da embaixada da Polônia em Tóquio

 

Entenda o caso:

 

A velocista está em Tóquio para a disputa das Olimpíadas 2020. Ela iria correr as classificatórias dos 200m rasos e do revezamento 4x400, mas foi retirada das disputas. Segundo ela, a comissão de Belarus a puniu por críticas a seus treinadores e estava tentando forçá-la a voltar para casa. O Comitê Olímpico do país, por sua vez, garante que a decisão se deu pelo "estado emocional e psicológico" da atleta.

 

No último sábado, ao saber que havia sido incluída na prova do revezamento 4x400, Krystsina fez uma publicação nas redes sociais alegando que não havia sido consultada previamente. Ela escreveu que não vê problemas em ajudar o seu país na disputa, mas que não gostou da maneira como o assunto foi tratado: segundo ela, sem comunicação ou explicação dos motivos.

 

Já no domingo, Krystsina contou que foi acordada cedo e retirada de seu quarto na Vila Olímpica. Em seguida, foi levada para o aeroporto, onde pegaria um avião de volta a Minsk, capital de Belarus. Foi então que ela acionou a polícia do aeroporto, gravou um vídeo paras as redes sociais e causou comoção. O avião partiu sem ela, que pediu socorro à polícia local.

 

Após o caso, o governo da Polônia confirmou que ofereceu asilo humanitário à corredora de Belarus Krystsina Tsimanouskaya, que recorreu à polícia e acusou sua própria comissão técnica de forçá-la a ir embora de Tóquio após ter realizado críticas aos seus treinadores.

 

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Acolhida no consulado polonês, Krystsina - que havia passado a noite no posto policial do aeroporto enquanto as autoridades decidiam como tratar o seu caso - deixou a situação bem encaminhada com as autoridades polacas e aceitou o asilo humanitário.

 

Fonte: GE

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