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Política no Amazonas
14/05/2021

CPI ouvirá governos e prefeituras a partir de junho e secretário da Saúde do Amazonas será o primeiro

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Foto: Reprodução

A informação foi confirmada pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM)

A informação foi confirmada pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), ao afirmar que aguarda o recebimento dos documentos solicitados aos estados e municípios

 

Durante a abertura dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPI da Pandemia), desta quarta-feira, 12/05, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), confirmou que o Secretário de Estado da Saúde do Amazonas (SES-AM), Marcellus Campêllo, deverá prestar depoimento no início de junho.

 

O parlamentar também afirmou que aguarda o envio de informações solicitadas aos governos estaduais e prefeituras, a fim de que sejam convocados representantes das respectivas secretarias de saúde para prestar depoimentos na comissão investigadora. Novos requerimentos serão votados, nesta quinta-feira,13/05.

 

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A agenda de oitivas de testemunhas de maio já está fechada. Nesta quinta-feira, 13/05, será ouvido o ex-presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo; no dia 18, o ex-ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo; dia 19 o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello; dia 20 a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro; dia 25 a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade; dia 26 o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas; e dia 27 o presidente da União Química, Fernando Marques.

 

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“No início de junho, depois de ouvidas as pessoas que já estão convocadas, o secretário de Saúde do Estado do Amazonas será chamado para ser ouvido. E a posterior, sem dúvida nenhuma, todos os requerimentos solicitados (para ouvir representantes dos estados e municípios sobre desvio de recursos federais) serão encaminhados para que sejam analisados pelos membros da comissão, para que possamos votar e não deixar (de fora) absolutamente nada que não tenha que ser investigado por essa comissão”, destacou o presidente da CPI da Pandemia.

 

Na reunião desta terça-feira, Aziz já havia explicado que diversas secretarias estaduais, que receberam solicitação de informações sobre aplicação de recursos federais na prevenção e combate ao novo coronavírus, têm pedido prorrogação de mais de cinco dias para enviar os dados. O parlamentar retornou ao assunto, nesta quarta-feira, em resposta à questão de ordem apresentada pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO).

 

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“Demos cinco dias de prazo e a maioria está pedindo um pouco mais, porque tem que detalhar todos os gastos. Não adianta o cara chegar aqui e dizer que recebeu R$ 400 milhões e gastou R$ 400 milhões, sem dizer em que. Quando os dados chegarem, vamos chamá-los (os representantes de governos estaduais e prefeituras)”, explicou o presidente da CPI.

 

Omar também destacou que dois requerimentos do Amazonas já foram votados, porque a situação do Estado envolve, além da aplicação dos recursos federais, a falta de oxigênio e enfatizou que não haverá blindagem na convocação de representantes estaduais e municipais de nenhum Estado.

 

“Os governadores e qualquer outra pessoa que tenha que ser chamada não terão, de forma nenhuma, por parte da mesa, nenhum tipo de blindagem. Ontem, ficou claro que quem quer falar a verdade vem aqui e sai aplaudido por todos. O diretor-presidente da Anvisa veio aqui e não se escusou de nenhuma resposta, não tangenciou, falou aquilo que pensava e todos nós, seja independente, oposição, situação, achamos que ele fez o caminho certo”.

 

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) concordou com a importância de aguardar as informações dos estados e municípios, para que sejam feitas as novas convocações. “Meu sentimento de orgulho de ter o senhor conduzindo os trabalhos desta CPI. A forma isenta como o senhor tem se colocado, eu concordo perfeitamente. Jamais vamos convocar ou governadores, ou prefeitos, ou secretários sem as informações necessárias. Não tem sentido isso”.

 

Fábio Wajngarten

 

Fabio Wajngarten mentiu na CPI | VEJA

Fotos: Reproduções

 

Nesta quarta-feira, 12/05, é ouvido o ex-secretário Especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten. O comunicador testemunha sobre casos em que possa ter havido omissões do governo no enfrentamento da pandemia, bem como na aquisição de vacinas.

 

A convocação do ex-secretário atende a requerimentos do vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

 

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Wajngarten apareceu de forma mais direta relacionado às ações de enfrentamento à Covid-19 após entrevista dada à revista Veja, em abril deste ano, quando declarou que o Ministério da Saúde pode ter sido responsável pelo atraso das vacinas e que tem testemunhas, e-mails, registros telefônicos, dentre outros, que podem confirmar as informações repassadas ao veículo.

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