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27/07/2021

Hubble encontra evidência de vapor de água em lua de Júpiter

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Foto: NASA/Reprodução

Os dados foram obtidos ao longo de mais de duas décadas de observações, com o uso de dois espectrógrafos a bordo do telescópio.

Cientistas encontraram as primeiras evidências de vapor de água na atmosfera de Ganimedes, lua de Júpiter localizada a mais de 600 milhões de quilômetros da Terra.

 

A descoberta foi resultado de novas análises do telescópio espacial Hubble, da NASA, que mostraram o escape termal do vapor através da sublimação — mudança do estado sólido para gasoso — da superfície de gelo no satélite.

 

Os dados foram obtidos ao longo de mais de duas décadas de observações, com o uso de dois espectrógrafos a bordo do telescópio. O trabalho, publicado na revista Nature Astronomy, revelou que a temperatura da superfície de Ganimedes varia drasticamente ao longo do dia e pode ser quente o suficiente, o que faz com que a camada em grande parte congelada libere pequenas quantidades de moléculas de água.

 

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 O estudo de Ganimedes


Acredita-se que a maior lua do Sistema Solar contém mais água do que todos os oceanos da Terra. Entretanto, essa concentração se apresenta na forma de gelo, em razão de baixas temperaturas no geral.

 

Imagem da lua de Júpiter tirada pelo Hubble em 1996

Imagem da lua de Júpiter tirada pelo Hubble em 1996

 

Em 1998, um dos espectrógrafos obteve as primeiras imagens ultravioleta (UV) do satélite de Júpiter. Elas mostraram uma espécie de círculos coloridos de gás eletrificados, denominados bandas aurorais — e sugeriu a presença de um campo magnético fraco.

 

Na época, as observações de UV sugeriram altas concentrações nas emissões de oxigênio atômico (O) — o que contrariou as expectativas de existir uma atmosfera pura composta por oxigênio (O2). Porém, a nova análise mostrou que a distribuição das auroras indicam que quase não há oxigênio atômico na atmosfera de Ganimedes.

 

Novas missões em Júpiter


O sistema joviano é formado pelos chamados satélites de Galileu — composto pelas quatro maiores luas de Júpiter: Io, Europa, Ganimedes e Calisto. A missão Juno estuda a região desde 2016, com o propósito de desvendar sua formação e evolução para constatar um possível surgimento de ambientes habitáveis.

 

O sistema joviano

O sistema joviano

 

Além disso, pode revelar o comportamento de gigantes gasosos e seus companheiros, fornecendo mais informações sobre outros sistemas planetários. A recente descoberta da NASA também pode auxiliar novas missões, como a Jupiter Icy Moons Explorer (JUICE) — espaçonave interplanetária em desenvolvimento pela Agência Espacial Europeia (ESA)

 

A JUICE está agendada para ser lançada em 2022 e chegar em Júpiter em 2029. Ela passará três anos em sua órbita, com o objetivo de fornecer observações do sistema e apontar potenciais sinais para a existência de vida.

 

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"Nossos resultados podem fornecer às equipes de instrumentos da JUICE informações valiosas que podem ser usadas para refinar seus planos de observação para otimizar o uso da espaçonave", destacou Lorenz Roth, líder do time responsável pela medidas de oxigênio do Hubble, em comunicado da NASA.

 

Fonte: Tecmundo

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