21 de Julho de 2024 - Ano 10
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13/06/2024

Mulher de 66 anos diz que apanhou de policiais que cumpriam mandado

Foto: Reprodução

Segundo a advogada da família, mulher de 66 anos teve quatro costelas quebradas e duas fraturas no fêmur. Caso foi em Quirinópolis (GO)

Uma mulher de 66 anos denuncia que foi agredida por policiais civis durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa dela, em Quirinópolis, no sudoeste goiano. Laura Rosa de Jesus é sogra da Fábia Cristina Santos, de 43 anos, encontrada morta após viajar com o marido para assistir a uma missa e ficar mais de 40 dias desaparecida.

 

De acordo com a denúncia, no último dia 2 de maio seis policiais civis foram até a casa da sogra de Fábia, para cumprir um mandado de busca e apreensão. O relato descreve que os agentes chegaram por volta das 6h e arrombaram a porta do apartamento.

 

A família relata na denúncia que a equipe era coordenada pela delegada Carla de Bem Monteiro, que investigava o desaparecimento de Fábia e Douglas. Segundo o documento, durante a ação, a investigadora e duas policiais arrastaram Laura para a cozinha e a agrediram com murros e socos pelo corpo.

  

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De acordo com a advogada da família, Rosemere Oliveira, a idosa teve quatro costelas quebradas e duas fraturas no fêmur, além de diversos ferimentos. A família afirmou ainda que a delegada ameaçou a vítima e a orientou a dizer que caiu em casa.Em nota, a Polícia Civil (PC) informou que os fatos narrados na denúncia são apurados pela Superintendência de Correições e Disciplina.

 

Em nota, o Ministério Público (MP) afirmou que solicitou o exame de corpo de delito e marcou o depoimento das testemunhas para adotar medidas.Revoltados com as agressões, os familiares de Laura denunciaram o caso ao Ministério Público de Goiás no dia 3 de maio e registraram um Boletim de Ocorrência (BO) três dias depois, no dia 6 de maio. Segundo a advogada, a família aguardou os resultados dos exames e laudos da mulher para expor a situação.

 

Foto: Reprodução

 

Além das agressões, segundo a denúncia, os policiais também xingaram os familiares do marido de Fábia por, de acordo com a advogada, acreditarem que o caminhoneiro estava se escondendo. “A delegada disse ‘quero pegar essa véia bandida’ [e] a xingou de vagabunda”, detalha trecho da denúncia.

 

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Fábia Cristina Santos e o marido, Douglas José de Jesus, foram vistos pela última vez no dia 9 de março. O corpo da professora foi encontrado no carro do casal no dia 22 de abril. O caminhoneiro é investigado por matar e ocultar o corpo da esposa. Porém, o corpo dele foi encontrado no dia 4 de maio, próximo ao local onde o carro estava. 

 

Fonte: Terra

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