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12/02/2020

Papa Francisco desconsidera ordenação de homens casados na Amazônia

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Foto: Reprodução

Papa Francisco

Proposta, defendida por bispos latino-americanos no último Sínodo, provocou ira entre conservadores e foi desconsiderada em decisão histórica.

 

Em uma das decisões mais significativas de seu papado, o Papa Francisco desconsiderou a proposta de ordenação de homens casados na Amazônia, incluída na resolução final do Sínodo para a Amazônia. O anúncio foi oficializado na exortação apostólica desta quarta-feira.

 

A recomendação, defendida por bispos da América Latina, alarmou as alas conservadoras na Igreja Católica, instituição profundamente polarizada. Críticos da revisão do celibato, uma forma de garantir a presença da Eucaristia em regiões remotas da floresta, onde hoje há forte presença de denominações evangélicas.

 

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Recentemente, um polêmico livro assinado pelo cardeal guineense ultraconservador Robert Sarah e o Papa emérito Bento XVII desferiu duras críticas à ordenação de homens casados.

 

Ontem, bispos americanos recebidos pelo Papa Francisco na última segunda-feira no Vaticano adiantaram à imprensa que o Pontífice não deliberaria pela flexibilização do celibato, imposto ao sacerdócio há cerca de mil anos.

 

A ordenação de homens casados é apoiada por muitos bispos sul-americanos porque, se aprovada, ampliaria o número de pessoas habilitadas a dirigir missas em áreas remotas da Amazônia.

 

Seriam elegíveis religiosos que já atuam como diáconos na Igreja, tenham famílias estáveis e sejam reconhecidos como membros de suas comunidades. Também seria necessário passar por uma capacitação.

 

Atualmente, grupos evangélicos têm se expandido pelas regiões mais isoladas da floresta, uma vez que não há impedimento para o casamento de pastores.

 

A revisão da ordenação de padres poderia permitir que estas comunidades ganhassem maior representação da instituição católica.

 

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As exortações apostólicas são consideradas documentos construtivos para encorajar a fé católica, que contempla 1,3 bilhão de fieis, mas não têm poder para mudar a doutrina da Igreja.

 

IG

 

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