16 de Junho de 2024 - Ano 10
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Política
06/09/2018

Presidenciáveis repudiam ataque contra Jair Bolsonaro

Foto: Reprodução

Candidato do PSL foi levado para o hospital e passa por cirurgia

Após o candidato à Presidência da República do PSL nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, ser esfaqueado durante ato de campanha em Juiz de Fora na tarde desta quinta-feira, 6, outros presidenciáveis se manifestaram repudiando o ocorrido.


A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora informou às 17h33 que o candidato ainda está no Centro Cirúrgico. A nota oficial não dá detalhes sobre seu atual estado de saúde. A íntegra é:


"O paciente Jair Messias Bolsonaro deu entrada no hospital por volta das 15h40 com uma lesão por material perfurocortante na região do abdômen. Ele foi atendido na urgência, passou por um exame de ultrassonografia e agora está no centro cirúrgico."

 


Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, em Juiz

de Fora (Foto: Fabio Motta / Estadão)


O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, classificou como "lastimável" e "absurdo" o ataque. Durante entrevista ao canal MyNews, no Youtube, e ao site Congresso em Foco, Haddad disse que as pessoas não podem entrar "em provocação" por causa do comportamento de Bolsonaro.


"Lastimável, absurdo. A gente não pode entrar em um discurso... a pessoa tem lá as suas idiossincrasias, seu temperamento, mas nós, democratas, temos que garantir um processo tranquilo e pacífico", disse Haddad. "Não se pode entrar em provocação de jeito nenhum, sob nenhum pretexto."
Em seu Twitter, Ciro Gomes (PDT) disse que se solidariza com seu opositor. "Exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie", disse.

 


Comentando a agressão, o candidato ao Planalto Guilherme Boulos (PSOL) também se manifestou pelo Twitter declarando que "violência não se justifica" e cobrou uma investigação sobre o fato.

 


Alvaro Dias (Podemos) repudiou o ataque e afirmou que "violência nunca deve ser estimulada".


O presidente Michel Temer classificou como lamentável o esfaqueamento de Jair Bolsonaro. O presidente disse também que o episódio demonstra a falta de tolerância da sociedade brasileira.


"Isso revela algo que nós devemos nos conscientizar porque é intolerável justamente a intolerância que tem havido na sociedade brasileira. [...] É intolerável em um Estado democrático de Direito que não haja a possibilidade de uma campanha tranquila, uma campanha em que as pessoas vão e apresentem seus projetos", afirmou Temer ao participar da cerimônia de lançamento de edital para ações para populações extrativistas da Amazônia.


O presidente afirmou que o episódio é "triste para a nossa democracia". "Mas que sirva de exemplo. O candidato Bolsonaro, se Deus quiser, passará bem. Esperamos que não haja nada mais grave", disse.


O candidato do MDB ao Planalto, Henrique Meirelles, lamentou o ataque.


Meirelles desejou pronta recuperação a Bolsonaro e disse lamentar "todo e qualquer tipo de violência". "O Brasil precisa encontrar o equilíbrio e o caminho da paz. Temos que ter serenidade para apaziguar a divisão entre os brasileiros", publicou o emedebista.

 


O candidato do Novo à Presidência, João Amoêdo, usou seu Twitter para se manifestar sobre o atentado ao também candidato Jair Bolsonaro (PSL). Segundo Amoêdo, "é lamentável e inaceitável o que aconteceu".


"Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência", acrescentou, pedindo também punição ao agressor.

 


É lamentável e inaceitável o que aconteceu com o Jair Bolsonaro. Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência.


O candidato do PSDB à Presidência nas eleições 2018, Geraldo Alckmin, também lamentou o ataque sofrido pelo concorrente.


"Política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio. Qualquer ato de violência é deplorável. Esperamos que a investigação sobre o ataque ao deputado Jair Bolsonaro seja rápida, e a punição, exemplar. Esperamos que o candidato se recupere rapidamente", escreveu o tucano no Twitter.

 


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A presidente cassada e candidata ao Senado nas eleições 2018 Dilma Rousseff (PT) disse ser "lamentável" o ataque contra Jair Bolsonaro, mas declarou que "incentivar o ódio" cria esse tipo de episódio.


"Eu acho lamentável. Agora, acho que incentivar o ódio cria esse tipo de atitude", disse Dilma, em entrevista a jornalistas. "Você não pode falar que vai matar ninguém, não pode fazer isso, principalmente um candidato à Presidência."


Dilma cobrou punição contra a agressão. "Quem fez isso tem que pagar, não pode ficar impune. Porque tem de servir de exemplo para ninguém ousar fazer isso com nenhum um candidato", declarou a petista, complementando que uma agressão como a que sofreu Bolsonaro não se admite contra ninguém, "não interessa quem seja."


Ao lado de Dilma, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também cobrou responsabilização do agressor. "Nenhum ato de violência é justificável. A política não pode ser uma seara de violência. Não podemos ter na política ações de violência e normalizar isso", afirmou Gleisi. "Nós lamentamos muito o que aconteceu, e acho que quem praticou tem que responder e ser chamado à responsabilidade."

 

A candidata do PSTU ao Planalto, Vera Lúcia, publicou nota sobre o ataque ao também candidato Jair Bolsonaro. Segundo Vera, "deve ser totalmente repudiada a agressão com uma faca ao candidato" e considerou "inaceitável" tais atos na disputa eleitora.

 

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Entretanto, a representante do PSTU defendeu que o discurso de ódio adotado por Bolsonaro seria um estímulo a atos como este. "A pregação do próprio Bolsonaro a favor de resolver tudo à bala, de "fuzilamento dos petralhas", entre outras mensagens de ódio, acaba por estimular este tipo de atitude da qual ele agora é vitima, embora não a justifique", defendeu.

 

Estadão

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