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13/12/2020

'Júpiter incandescente' vai colidir com sua estrela antes do esperado

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Foto: Divulgação

Logo, em apenas 2,9 milhões de anos, o corpo espacial mergulhará em sua estrela anã amarela (um período muito menor quando comparado aos 3,25 milhões de anos supostos inicialmente)

Um dos mais interessantes exoplanetas já descobertos está com os dias contados. A 1.410 anos-luz da Terra, o ultranegro WASP-12b, também conhecido como “Júpiter incandescente”, se encontra em uma órbita que, a cada dia, está mais perigosa.

 

Desse modo, novas pesquisas sugerem que a decadência visível de seus caminhos é mais rápida do que a apontada por estimativas anteriores.

 

Logo, em apenas 2,9 milhões de anos, o corpo espacial mergulhará em sua estrela anã amarela (um período muito menor quando comparado aos 3,25 milhões de anos supostos inicialmente). De qualquer modo, a existência dele, por si só, é um mistério.

 

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Modelos de formação planetária indicam a impossibilidade de haver exemplares do tipo, pois a gravidade, a radiação e os ventos solares, tecnicamente, impediriam que o gás se aglomerasse e possibilitasse nascimentos semelhantes. Contrariando a Ciência atual, o WASP-12b perambula por sua região, assim como centenas de outros em vários lugares.

 

Só para se ter uma ideia, o tempo orbital do planeta em questão é de apenas pouco mais de um dia. Por isso, um fluxo constante do material que o forma é constantemente sugado para longe de sua atmosfera pelo astro que o guia.

 

Felizmente, enquanto podem, tais objetos podem nos dizer muito sobre as interações universais – inclusive aquelas que envolvem o lar da humanidade.

 

O pavoroso mistério de existir…


Em nossos “radares”, desde 2008, existe um conjunto de dados consideravelmente amplo a respeito da órbita do WASP-12b, mas só em 2017 é que algo estranho foi notado em meio às medições: um movimento que passou a ocorrer em uma fração de segundo a menos do que o visualizado em análises prévias. Então, Samuel Yee, da Universidade Princeton, e sua equipe de astrônomos decidiram examinar a situação mais de perto.

 

Apesar de absorver 94% de toda a luz que recebe e de ser mais escuro que asfalto, fenômenos, em sua superfície de 2,6 mil graus Celsius, fazem ele emitir uma grande quantidade de luz infravermelha, justamente o que auxiliou os pesquisadores durante as investigações por meio do Spitzer Space Telescope. Bastaram 4 aparições em 16 períodos orbitais para que chegassem a um veredito.

 

Em suma, a decadência detectada foi de 29 milissegundos por ano, e uma conta rápida revelou o tempo de vida útil do pobre planeta — 3,25 milhões de anos.

 

Acontece que Jake Turner, da Universidade Cornell, comparou os dados com outros mais recentes capturados pela NASA, de 21 órbitas, e se deparou com o fato de que a queda real é de 32,53 milissegundos anuais, retirando 350 mil anos das expectativas futuras. Os resultados do estudo foram publicados na semana passada (3), no The Astronomical Journal.

 

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Taxas semelhantes são esperadas de exoplanetas como o WASP-12b e, mesmo que ele seja o único do tipo a fornecer informações robustas para a comunidade científica da Terra, mostra que ainda temos muito a aprender e que o tempo, definitivamente, não é infinito.

 

Fonte: Mega Curioso 

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