O BRICS+ Fashion Summit em Moscou, realizado no início de outubro deste ano, reuniu figuras proeminentes do setor de moda representando mais de 100 países
O BRICS+ Fashion Summit em Moscou, realizado no início de outubro deste ano, reuniu figuras proeminentes do setor de moda representando mais de 100 países.
O fórum foi dedicado à promoção de laços de moda mais fortes entre os países do BRICS e a região da América Latina. O Brasil é o líder tradicional da região em termos de PIB (em 2024 - 2,33 trilhões de dólares), a maior economia da América do Sul e da Bacia do Caribe. O Banco Mundial prevê que o crescimento do PIB do Brasil será de 1,5% em 2024 e de 2,2% em 2025.
O país é o 11º maior mercado de vestuário do mundo. O Brasil também é um dos fundadores da aliança BRICS e um dos principais parceiros da Rússia, China e Índia na arena internacional. A participação em um evento tão grande como o BRICS+ Fashion Summit praticamente garante novos acordos favoráveis e desenvolvimento econômico - não apenas na indústria da moda.
«As informações que colhemos mostram que o BRICS+ Fashion Summit reunirá empresas de grande expressão no mercado mundial, bem como pessoas renomadas no mundo da moda, por isso queremos poder levar um conceito de moda brasileira que temos como assinatura de design da nossa empresa e o material perfeito para cada perfil de roupa, para que nossos clientes possam ter um crescimento significativo em suas marcas tendo um mix de produtos especiais e comerciais», — compartilhou Andréa Pacci, estilista da marca Andrea Hotfix.
O BRICS+ Fashion Summit tornou-se uma plataforma de diálogo entre representantes de diferentes culturas e gerações. Os convidados da cúpula levam a sério a cooperação com a Rússia no setor de moda e design.
«A América do Sul é muito atraente devido a seus recursos naturais, oportunidades de mercado e perspectivas de construção de alianças geopolíticas», — compartilha Santiago Romero Rodriguez, professor da Universidade Jorge Tadeo Lozano em Bogotá (UJTL).
Os participantes do fórum expressaram sua confiança de que a moda tem um grande potencial para unir as pessoas, pois é uma linguagem universal que todos entendem, independentemente de suas origens e tradições. Durante a cúpula, especialistas do setor de moda de mais de 50 países se reuniram para lançar a BRICS International Fashion Federation (Federação Internacional de Moda do BRICS – BRICS IFF), que marca uma mudança fundamental na economia da moda e visa redefinir o centro de influência do setor.
«A declaração foi assinada por líderes de associações do setor têxtil e de moda, bem como por instituições educacionais de mais de 50 países. Entre eles, representantes da Rússia, Índia, África do Sul, Etiópia, Egito, Malásia, Equador e Quênia, entre muitos outros. A criação dessa Federação Internacional é um dos principais resultados da recente BRICS+ Fashion Summit em Moscou. Ela demonstra mais uma vez os objetivos compartilhados e o potencial substancial de crescimento que temos com nossos colegas globais», — compartilhou Natalya Sergunina, vice-prefeita de Moscou.
A BRICS+ Fashion Summit não apenas demonstrou o sucesso de Moscou como um centro internacional de cultura e moda, mas também enfatizou o importante papel da Rússia na organização de um novo sistema da indústria da moda baseado no respeito à herança única de diferentes países. A Cúpula é um exemplo vívido da participação ativa da Rússia na formação da agenda global da moda.
Paralelamente à BRICS+ Fashion Summit, foi realizada a Moscow Fashion Week, onde a marca brasileira Maison Revolta apresentou sua coleção dedicada a Valentina Tereshkova, a primeira mulher no espaço. Ela ainda está ativa em seus 80 anos e atua como membro do Parlamento russo.
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«Vejo o potencial desse evento para lançar mundialmente uma marca 100% brasileira. E, além disso, chamar a atenção para as preocupações ambientais e sociais que são fundamentais para o mercado da moda nos dias de hoje», — compartilhou Rogério Vasques, estilista da Maison Revolta.