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Alta do cacau encarece preço dos ovos de Páscoa, mas fabricantes evitam falar em reduções de tamanho
Foto: Reprodução

Preço do chocolate sobe até 13,1% nos últimos 12 meses, pressionado por crise climática e déficit na produção global

O chocolate não ficou de fora da lista de alimentos que mais subiram de preço no último ano. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o custo de barras e bombons aumentou 16,53%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa é a maior alta desde janeiro de 2023, quando a variação acumulada era de 13,61%.

 

No Rio, o aumento foi ainda mais expressivo, chegando a 18,63%. O principal fator por trás desse encarecimento é a disparada no preço do cacau. De acordo com a Associação Nacional da Indústria Processadora de Cacau (AIPC), a cotação da matéria-prima subiu mais de 180% nos últimos 12 meses.

 

A presidente da AIPC, Anna Paula Losi, explica que a crise climática afetou fortemente a produção na África, que responde por 70% da oferta mundial.

 

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A alta dos preços em 2024 foi impulsionada, principalmente, pelo El Niño, que prejudicou as lavouras. Outro ponto é que a doença viral conhecida como "broto inchado" tem causado grandes perdas. Além disso, Gana (um dos maiores produtores de cacau) sofre com a mineração ilegal, que tem destruído áreas de cultivo — explica.

 

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Ainda segundo Anna, há duas safras o setor já opera com déficit de produção, ou seja, o consumo tem superado a oferta. O déficit na produção, que era de 200 mil toneladas na safra 2023-2024, saltou para 700 mil toneladas em 2024-2025, agravando ainda mais a escassez do produto no mercado global.

 

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Para o Brasil, esse cenário é especialmente desafiador, já que o país consome mais cacau do que produz. A produção nacional gira em torno de 190 mil toneladas por ano, enquanto o consumo chega a 230 mil toneladas.— Para reduzir essa dependência do mercado externo, seria necessário investir na ampliação da produção nacional — avalia Anna.

 

Fonte: CNN

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