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Conflito no Congo deixa 700 mortos e 2.800 feridos em menos de uma semana, diz ONU
Foto: Reprodução

Tensão aumentou no início da semana, após o grupo armado M23, que conta com o apoio de Ruanda, tomar a maior cidade do leste da República Democrática do Congo, rica em minerais

Um porta-voz da ONU anunciou nesta sexta-feira que pelo menos 700 pessoas foram mortas desde domingo nos intensos combates em Goma, a capital da província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), e rica em minerais.

 

A cidade, a maior do leste do extenso país, foi tomada no início desta semana pelo grupo armado M23, que, com apoio de Ruanda, segue avançando para o sul enquanto o Exército congolês e voluntários tentam, com dificuldade, enfrentá-los. O grupo prometeu marchar até a capital, Kinshasa.

 

— A Organização Mundial da Saúde e seus parceiros realizaram uma avaliação com o governo [entre domingo e quinta-feira] — disse Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres. — [Eles relataram que] 700 pessoas foram mortas e 2.800 pessoas feridas, que estão recebendo tratamento em instalações de saúde.

 

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A República Democrática do Congo acusa Ruanda de tentar lucrar com a riqueza de minerais da região que são usados em produtos eletrônicos globais — uma alegação apoiada por especialistas da ONU que dizem que o país tem “controle de fato” sobre o M23.

 

Ruanda nega isso — e qualquer envolvimento militar — dizendo que seu principal interesse é erradicar um grupo composto por militantes hutus formado após o genocídio de 1994 em Ruanda.

 

— Se olharmos para o passado, isso tem o potencial de desencadear um conflito regional mais amplo — disse o chefe de manutenção da paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, durante uma coletiva de imprensa. — Portanto, é de suma importância que todos os esforços diplomáticos sejam direcionados para evitar isso e provocar a cessação das hostilidades.

 

Em Goma, “a situação continua tensa e volátil, com tiroteios ocasionais dentro da cidade”, disse Lacroix, mas acrescentou que a calma foi “gradualmente restaurada”.Lacroix disse que está preocupado com o avanço dos combatentes ao sul, em direção à grande cidade de Bukavu, em Kivu do Sul.

 

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— As informações que tenho são de que o M23 e a RDF estão a cerca de 60 quilômetros ao norte de Bukavu — disse ele, referindo-se à Força de Defesa de Ruanda, e acrescentou que eles "parecem estar se movendo muito rápido".Um risco é que eles possam capturar o aeroporto de Kavumu, também em Kivu do Sul, afirmou Lacroix. 

 

Fonte:O Globo

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