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Decisão de Barroso desarma bomba que ameaça implodir ponte entre Congresso e STF
Foto: Reprodução

O episódio, porém, não foi considerado nem no parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e nem na decisão de Barroso

O pedido da Polícia Federal era para que o caso ficasse com Flávio Dino, relator de uma ação sobre emendas parlamentares que vive um embate com o Parlamento para dar mais transparência e rastreabilidade à destinação dos recursos.

 

Essa possibilidade apavorava deputados e senadores, que consideram Dino um inimigo. Já Kassio Nunes Marques é visto como aliado que poderá agir com mais benevolência com os políticos – a ponto de ser conhecido no Judiciário como um membro do Centrão no STF.

 

A investigação da PF, batizada de Operação Overclean, começou na Bahia em torno do desvio de verbas de emendas para obras e programas do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS), mas acabou encontrando a evidências da participação do deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) no esquema.

 

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O episódio, porém, não foi considerado nem no parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e nem na decisão de Barroso.“A Overclean tenta mapear a relação entre empreiteiras, agentes públicos e políticos após a execução das obras, enquanto a investigação de Dino aborda diretamente os mecanismos de influência e manipulação na destinação inicial das emendas. Isso torna as investigações interdependentes, com potencial para produzir provas e insights mutuamente benéficos”, escreveu Barroso.

 

Com a decisão, a investigação fica com Kassio Nunes. Mas isso não quer dizer que os parlamentares envolvidos com desvio de dinheiro de emendas podem se considerar 100% seguros. Isso porque as investigações continuam sob o comando da PF da Bahia, e há pilhas de celulares, pen drives e HDs que foram apreendidos mas nem sequer foram periciados. Ficaram intactos, à espera do destino do processo.

 

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Uma das pistas que os investigadores ainda vão seguir tem a ver com a atuação da chefe de gabinete de Davi Alcolumbre, Ana Paula Magalhães de Albuquerque Lima, para liberar emendas que serviriam para pagar as empresas do “Rei do Lixo”. Para cada parlamentar que se enredar no caso, será aberta uma nova investigação. E a depender do que as investigações revelarem, vai ficar cada vez mais difícil acabar com o processo, ou jogar as provas para debaixo do tapete.

 

Fonte: O Globo

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