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Desconhecimento nacional de governadores de direita na Genial/Quaest é entrave no plano de disputar o Planalto em 2026
Foto: Reprodução

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), por sua vez, não é conhecido por 51% — já 17% o conhecem e votariam nele

A pesquisa mostra que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que se coloca como postulante à presidência, é desconhecido para 68% dos eleitores, enquanto 11% o conhecem e votariam nele. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também demonstra interesse em concorrer ao Planalto, não é conhecido por 62%. Outros 15% o conhecem e votariam.

 

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), por sua vez, não é conhecido por 51% — já 17% o conhecem e votariam nele. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o único desses nomes que fica abaixo dos 50% de desconhecimento: são 45% os que afirmam não saber quem é Tarcísio, enquanto 23% dizem que o conhecem e votariam nele.

 

A taxa de desconhecimento é superior a de outros nomes da direita fora de governos estaduais, como Pablo Marçal (PRTB), que tem 32%. O sertanejo Gusttavo Lima (sem partido) tem 21%, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), 23%. O percentual de eleitores que os conhecem e não votariam, porém, é superior ao dos governadores.

 

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Os governadores devem convencer que políticas públicas do estado funcionariam nacionalmente. Nomes como Lula, Dilma, Bolsonaro e até Collor se elegeram por conta de uma narrativa nacional construída — avalia Josué Medeiros, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

Para a cientista política Luciana Veiga, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), os governadores têm o desafio de "romper com a identidade regional" e lidar com a avaliação da experiência na gestão estadual, que pode agradar ou desagradar o eleitor.

 

Alguns destes governadores têm tido muita visibilidade mediante a questão da segurança pública, um tema central para os eleitores de todo o Brasil hoje. Eles apresentarão os seus valores e experiências, e aquele que estiver mais próximo do sentimento comum, não de seu estado, mas de todo o país, terá mais chances de vencer — observa.

 

Conhecimento e rejeição — Foto: Editoria de Arte

 

A pesquisa ouviu 4,5 mil eleitores entre 23 e 26 de janeiro. A margem de erro é de um ponto percentual, com 95% de confiança. O levantamento é o mesmo que mostrou a desaprovação ao governo Lula superar numericamente o apoio pela primeira vez, divulgado na semana passada. Na avaliação de Felipe Nunes, diretor da Quaest, “ao se tornarem conhecidos, os governadores de Goiás, Minas e São Paulo passam a ter grandes chances de serem competitivos se exportarem para o Brasil a imagem que conseguiram construir em seus respectivos estados”.

 

LULA LIDERA EM TODOS OS CENÁRIOS


Com o maior índice de intenções de voto nos cenários testados pela Quaest, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria os rivais do campo da direita no segundo turno.

 

Nos quatro cenários de primeiro turno testados para presidente — que não incluem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível por condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —, Lula lidera. As intenções de voto do petista variam entre 28% e 33%, a depender da composição da disputa.

 

Em um dos cenários com maior número de candidatos, o presidente marca 30%. Em seguida, aparecem Tarcísio, com 13%, Gusttavo Lima, com 12%, e Marçal, com 11%. Veterano em eleições presidenciais, Ciro Gomes (PDT) marca 9% dos votos e fica à frente de Zema e Caiado, que somam cada um 3%. Intenções de voto em branco e nulo são 14%, e outros 5% se declaram indecisos.

 

Governadores de direita cotados para 2026 superam aprovação de Lula em seus  estados: tudo sobre a pesquisa Genial/Quaest

Fotos: Reprodução

 

No quadro eleitoral que substitui Tarcísio por Eduardo Bolsonaro, Lula alcança 28% dos votos. Gusttavo Lima e Marçal marcam 12% cada um, e o filho de Bolsonaro soma 11%. Já Ciro vai a 10%, enquanto Zema soma 5%, e Caiado se mantém com 3%. Intenções de voto em branco e nulo seguem em 14%, e outros 5% se declaram indecisos.

 

Em outra composição testada, sem Eduardo e Tarcísio, há pouca alteração: Lula soma 32%, contra 14% de Marçal, 13% de Gusttavo Lima e 12% de Ciro. Zema aparece com 5%, e Caiado com outros 3%.

 

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Por fim, em um cenário também sem Marçal, Gusttavo Lima vai a 18%, contra 33% de Lula. Já Ciro marca 13%. Zema e Caiado aparecem em seguida, com 8% e 4%, respectivamente. Intenções de voto em branco e nulo vão a 19% e outros 5% se declaram indecisos. 

 

Fonte: O Globo

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