A queda de Nilda veio por um motivo claro: ela é casada com o irmão do prefeito Mário Abrahim, o que fere a Constituição Federal
A cassação do mandato da ex-vereadora Nilda Abrahim, do Republicanos, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), acendeu o debate sobre os rumos políticos de Itacoatiara. A decisão, baseada na inelegibilidade da ex-parlamentar, coloca em xeque não apenas a legitimidade das candidaturas do partido, mas também o futuro do atual prefeito, Mário Abrahim, levantando dúvidas sobre os impactos no tabuleiro político local.
O PANO DE FUNDO
Nas eleições de 2024, Nilda Abrahim conquistou uma cadeira na Câmara Municipal com 1.544 votos, equivalente a 2,69% dos votos válidos. Junto a ela, o Republicanos elegeu Junior Galvão, com 1.538 votos (2,68%), e Neguinho dos Pescadores, com 1.481 votos (2,58%).
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A queda de Nilda veio por um motivo claro: ela é casada com o irmão do prefeito Mário Abrahim, o que fere a Constituição Federal. A regra veta candidaturas de parentes próximos do chefe do Executivo ao Legislativo no mesmo município, caracterizando nepotismo eleitoral.
EFEITOS EM CASCATA
A punição do TRE-AM pode ir além de um caso isolado. Se ficar provado que o Republicanos burlou regras, como a cota de gênero na formação da chapa, todos os votos do partido correm o risco de serem anulados. Isso derrubaria os mandatos dos outros vereadores eleitos pela legenda. Já o prefeito Mário Abrahim, que venceu com 54,98% dos votos (31.614), também está na mira. Qualquer evidência de que ele sabia ou participou de irregularidades pode custar seu cargo. Como sua vitória superou os 50%, a lei eleitoral exigiria uma nova votação em Itacoatiara caso ele seja cassado.
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O desenrolar dessa crise depende de investigações minuciosas para esclarecer até onde vão as falhas e quem deve responder por elas. Enquanto isso, os moradores de Itacoatiara acompanham de perto, à espera de decisões judiciais que vão moldar o destino político da cidade nos próximos meses. O cenário, por ora, é de incerteza e expectativa.