Caracterizada pelo aumento da pressão intraocular, doença silenciosa atinge 2,5 milhões de brasileiros
De 10 a 16 de março será dedicado a Semana Mundial do Glaucoma. A data reforça a importância do diagnóstico precoce dessa doença silenciosa que pode levar à cegueira irreversível. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo, ficando atrás apenas da catarata.
Segundo a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), mais de 2,5 milhões de pessoas vivem com a doença. Já o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estima que 1,5% da população pode ter glaucoma. A incidência do problema aumenta após os 40 anos (2%), chegando a mais de 6% após os 70 anos.
O glaucoma é caracterizado pelo aumento da pressão intraocular, que provoca lesão no nervo óptico, comprometendo progressivamente o campo de visão do paciente. “Essa alteração leva à perda da visão periférica, como se o paciente enxergasse apenas o que está à sua frente”, explica o Dr. Fernando Ramalho, especialista em cirurgia refrativa no Oftalmos - Hospital de Olhos, da Vision One, em Santa Catarina.
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Embora seja mais comum em pessoas acima dos 40 anos, a doença pode afetar qualquer idade, inclusive recém-nascidos. “Os pais devem estar atentos à saúde ocular dos filhos, pois uma criança que nasce com glaucoma pode se acostumar com a baixa visão e não relatar problemas”, alerta Dr. Fernando.
O especialista do Oftalmos reforça que por ser uma doença silenciosa, o glaucoma pode levar anos até apresentar sintomas perceptíveis. “O glaucoma não tem cura, mas tem tratamento. Um check-up ocular regular é essencial para que o paciente tenha menos complicações da doença”, ressalta Ramalho. O tratamento pode incluir colírios específicos, procedimentos a laser e cirurgias.
TIPOS DE GLAUCOMA
Existem quatro principais tipos de glaucoma:
Glaucoma primário de ângulo aberto: apresenta progressão lenta e é o mais comum.
Glaucoma de ângulo fechado: mais grave, ocorre quando há bloqueio do trabeculado, podendo levar à cegueira rapidamente.
Glaucoma secundário: decorrente de outras doenças, como diabetes e catarata.
Glaucoma congênito: decorrente de má-formação do trabeculado desde o útero materno, podendo ser identificado no teste do olhinho.
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“A Semana Mundial do Glaucoma é um período fundamental para alertar sobre a prevenção e a importância das consultas oftalmológicas regulares. O diagnóstico precoce é a chave para manter a qualidade de vida e evitar complicações graves. A campanha também estimula a população a buscar avaliação oftalmológica e garantir um futuro com mais saúde ocular”, finaliza Dr. Fernando Ramalho.