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Olho no Fluminense: Mano Menezes encara rejeição e reconfigura o tricolor
Foto: Reprodução

Em sua coluna publicada na Folha de S. Paulo do último dia 23, Juca Kfouri chutou o etarismo a escanteio num momento muito oportuno. Usou a longevidade de astros como Cristiano Ronaldo e Hulk (poderia ter incluído Thiago Silva!) para celebrar o talento de “velhinhos” de variados ofícios. Gente que não permite que a idade lhes tire a eficiência e o prazer. Com sutileza, deu tapa com luva de pelica nos “sommeliers de idade”.

 

O tema volta à mente sempre que vejo, leio ou ouço críticas a Mano Menezes — especialmente quando vêm de torcedores do Fluminense. Não que o treinador, de vez em quando, não as mereça.

 

Mas é porque, na maioria das vezes, ela embute um etarismo velado que salta aos olhos. Mano, de 62 anos, é um dos três técnicos 60+ que hoje dirigem um time da Série A. E seus números mostram que ele faz bom trabalho no clube tricolor.

 

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É estranho defender o trabalho de um treinador que não costuma montar equipes que produzem encantamento. Mas é fácil fazer justiça quando se olha para o todo e não só para o virtuosismo. Mano assumiu o Fluminense em julho do ano passado com a missão de reprogramar o sistema de jogo com o time no Z-4 do Brasileiro. Hoje, 41 partidas depois e com 55,2% de aproveitamento, já sonha com conquistas.

 

O jogo de hoje, contra o Caxias-RS, no Sul, pela segunda fase da Copa do Brasil, é mais do que um treino para encarar o Flamengo na final do Estadual. Nas últimas quatro partidas, a equipe fez 17 gols (média de 4,2 por jogo) e os 8 a 0 sobre o Águia de Marabá, em Belém, na estreia do torneio, destravou a autoestima do time. E a expectativa agora é de que o avanço à fase seguinte confirme essa perspectiva de crescimento.

 

Mano não conquista um título desde 2019, ok. Mas em 2022 chegou perto com o Internacional. Fora isso, ergueu dez troféus nos últimos 20 anos de trabalho em grandes clubes. E três foram da Copa do Brasil, com Corinthians (2009) e Cruzeiro (2017 e 18). Os outros foram Estaduais por Grêmio (2006 e 07), Corinthians (2009) e Cruzeiro (2018 e 19); e dois da Série B, com Grêmio (2005) e Corinthians (2008).

 

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Ou seja: não é um técnico que se despreze. Suas equipes são competitivas, do tipo que perde pouco (tem uma derrota nos últimos 15 confrontos) e costuma surpreender pela regularidade. Portanto, olho neste Fluminense que começa a se ajustar. Quem o dirige tem o que mostrar.

 

Fonte:Extra

 

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